Pré-reconhecimento da Abkhasia e Ossétia confirma ambições de Moscou e expõe hipocrisias da “comunidade internacional”
(continuação da postagem anterior)
A aceitação da independência de Kosovo pelos demais países do mundo pode ser bem mais lenta do que se previa. Já no domingo (18/2, dia da proclamação), a Rússia convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, onde deixo claro que irá defender a manutenção da província sob soberania sérvia. A posição foi acompanhada (com menos ênfase) pela China. Como o reconhecimento, pelas Nações Unidas, de um novo país depende do Conselho de Segurança, é possível que o processo se arraste.
A postura desinibida da Rússia contrasta com a impotência que a caracterizou na década passada, quando a ex-Iugoslávia, na esfera de influência de Moscou, sofreu sucessivas secessões, estimuladas pelo Ocidente. Numa região explosiva como os Balcãs, a divisão das grandes potências do planeta, cada uma defendendo acima de tudo seus próprios interesses, pode gerar situações explosivas. O jornal espanhol El País hoje a preparação, em Belgrado, capital da Sérvia, de uma mega-manifestação popular contra a independência de Kosovo.
Ainda no domingo, segundo informa o New York Times. Moscou preparava um troco. As duas casas do Parlamento aprovaram, em princípio, a independência, em relação à Geórgia, de duas províncias onde a maioria étnica é russa: a Abkhazia e a Ossécia do Sul.
Uma declaração oficial do Parlamento expõe a hipocrisia e a política de dois pesos e duas medidas, que tanto a Rússia quanto as potências ocidentais praticam em relação à independência de Estados mais fracos: “O direito das nações à auto-determinação não pode justificar o reconhecimento da independência de Kosovo, em paralelo à recusa de discutir atitudes similares adotadas por outros Estados auto-proclamados”…

6 comments
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Quinta-feira, 21 Fevereiro 2008 às 4:27 pm
A Rússia age em silêncio
[...] Antonio Martins wrote an interesting post today onHere’s a quick excerptPré-reconhecimento da Abkhasia e Ossétia confirma ambições de Moscou e expõe hipocrisias da “comunidade internacional” A aceitação da independência de Kosovo pelos demais países do mundo pode ser bem mais lenta do que se previa. Já no domingo (18/2, dia da proclamação), a Rússia convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, onde deixo claro que irá defender a manutenção da província sob soberania sérvia. A posição foi acompanhada (com menos ênfase) pela China. Como o reconhecimento, pelas Nações Unidas, de um novo país depende do Conselho de Segurança, é possível que o processo se arraste. A postura desinibida da Rússia contrasta com a impotência que a caracterizou na década passada, quando a ex-Iugoslávia, na esfera de influência de Moscou, sofreu sucessivas secessões, estimuladas pelo Ocidente. Numa região explosiva como os Balcãs, a divisão das grandes potências do planeta, cada uma defendendo acima de tudo seus próprios interesses, pode […] [...]
Quinta-feira, 21 Fevereiro 2008 às 7:03 pm
Kosovo: ser ou não ser « Le Monde Diplomatique
[...] A Rússia age em silêncio [...]
Sábado, 23 Fevereiro 2008 às 4:41 pm
Jeziel vila nova
Por mais que queira evitar, tenho que reconhecer a benevolência existente no íntimo dos brasileiros. Apesar das discriminações aos estados do norte e nordeste, quando muitos passam ano inteiro sem ser mencionados uma única vez na imprensa nacional, salvo nos primórdios dos tempos, com estrangeiros recentes que chegaram ávidos para ter seu palco (estado) para poder gritar, impor e explorar, não se vê, nunca, alguém falando em ver Pernambuco , Sergipe, Pará, nenhum querendo ser independente. Existem países tamanho de um ovo, com menos de 2 milhões de habitantes.Para quê? Para meia dúzia tomar o poder e se auto ufanar-se?
Domingo, 24 Fevereiro 2008 às 8:38 pm
solon mota e silva
A minha opiniao e que deve deve ser respeitada a lei inernacional e a independencia dos povos,no caso do Kosovo nao se respeitou a Servia e nem a lei internacional e iirá criar tensoes inernacionais como na georgia e espanha,curdistao e palestina.tudo é culpa dos Esrados unidos e europa.A nova guerra fria terá um curso maior.
Domingo, 9 Março 2008 às 10:00 am
Jeziel vila nova
Na verdade, na verdade, por mais que se criem cursos sobre ética social, por mais que se anunciem ensinamentos de cunho religioso para uma convivência mais amena entre os homens, até entre a própria família já surgem as lutas para que um possa sobrepujar a outrem. Pior: muitos pseudo-letrados, pregam a concorrência como razão maior para o aprimoramento das coisas. Famílias com o mesmo sobrenome, têm, nas listas telefonicas, suas diferenças, como exempo: Fulano M.das Penúrias e Beltrano Monte das Penúrias. Você tem um amontoado de primos, espalhados pelo mundo e nenhum que mande-lhe, pelo menos, uma mensagem por e-mail. Basta um morrer, e todos lá estão, sem uma lágrima nos olhos, mas prontos para criticar ao menor deslize de um deles. Política, a arte de se conviver bem, virou motivo de se impor no poder, para se angariar privilégios… É difícil viver! Quando Jesus disse: Vai, vende tudo o que tens e dá…, foi motivo bastante para que alguém fosse logo se retirando. Imagine algum de nós, olhando para a Terra… pensaríamos em suas divisões por nações? Por certo olharíamos a todos como habitantes, cada qual apenas mais um habitante da Terra. Acreditar na existência da Terra sem abraçar a teoria de que houve um Criador, por mais cientista que seja, não deixa de inspirar lamentações por tão grande burrice. Raciocine na situação de quem fez a natureza, com tanta perfeição e detalhes, olhar, lá de cima, suas criações se digladiando. Depois, vendo cada um ser vencido pela morte, sem ter aproveitado, da melhor maneira, o fato de ter recebido essa sublimidade que é a vida? Para que tanta tecnologia, se o homem não aprende, pelo menos, a conviver bem?
Segunda-feira, 24 Março 2008 às 9:18 am
Joselia Monteiro da Silva
Parabéns Jeziel Vila Nova pelo excelente comentário do dia 9/3/2008. Concordo em número, gênero e grau com você, principalmente quando fala sobre “família”.
Nesse sentido, permita-me acrescentar: uma praga de família que só está “presente” na vida do(a) irmão(ã), tio(a), sobrinho(a), primo(a) etc, na hora do seu velório, é triste demais, aliás, vergonhoso. De uma família assim, quero distância.
Sabe que eu acho verdadeiramente? Não, prefiro não prolongar essa história.
Parabéns, mais uma vez, Jeziel.