A guerra espreita o Líbano

By Antonio Martins

sábado, 15 março 2008

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Presença de barcos de guerra dos EUA e provocações de Israel podem sinalizar que Telavive quer vingar derrota de 2006 

As tensões profundas do Oriente Médio podem manifestar-se em breve no Líbano, revela matéria muito relevante da jornalista Rebbecca Murray, publicada pela Agência IPS.

Tendo como fonte principal o analista Alistair Crooke, coordenador da ONG Conflicts-Forum, em Beirute (http://conflictsforum.org), o texto enxerga sinais de que o Líbano pode estar se tranformando no principal foco de tensão do Oriente Médio. Num país historicamente dividido, marcado por guerras civis e com presidência vaga, Israel e EUA estariam movimentando-se para fustigar forças políticas e sociais como o Hezbollah e seus aliados internacionais — especialmente Síria e Irã.

Os dois fatos concreto mais marcantes são: a) o assassinato em Beirute, num ataque aéreo de Israel, de  Imad  Mughniyeh, líder do Hezbollah e possível comandante da resistência do grupo contra a invasão do sul do Líbano por Israel, em setembro de 2006 — um combate que terminou com grave derrota dos israelenses; b) a presença, em águas do Líbano, do destróier norte-americano USS Cole — substituído em seguida por seis fragatas — a pretexto de “preservar a estabilidade política do país”. É a primeira vez que os EUA enviam embarcações ao Líbano desde 1983, auge da guerra civil.

Estes movimentos se dão num cenário de crise interna. O Parlamento adiou há dias, pela 16ª vez, a elição do presidente do país, um posto vago desde o ano passado, quando terminou o mandato de Emile Lahoud. Legislativo e opinião pública dividem-se entre o apioio ao governo do primeiro ministro Fouad Sinoira, visto com pró-ocidental e a coalizão entre o Hezbollah e o grupo cristão comandado pelo general Michel Aoun. Ambos têm laços com a Siria e o Irã.

A matéria da IPS sugere que Israel não digeriu a derrota de 2006, e que as provações impostas à população palestina na Faixa de Gaza poderiam ter por objetivo a deflagração de um incidente qualquer: por exemplo, o disparo de foguetes contra território israelense a partir do Líbano. Numa nova guerra, comenta-se, Israel ocuparia de maneira muito mais dramática a região libanesa ao sul do rio Litani, próxima a sua fronteira. O Hezbollah reagiria também com vigor e poderia haver envolvimento de Síria e Irã.

A principal garantia contra a guerra seria, no momento, a presenca, na fronteira, de 13 mil soldados de uma força de paz da ONU — formada principalmenhte por italianos, franceses e espanhóis.

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6 Responses to “A guerra espreita o Líbano”

  1. Senhor Deus dos desgraçados!
    Dizei-me vós, Senhor Deus!
    Se é loucura… se é verdade
    Tanto horror perante os céus?!

  2. Mais uma vez desejo um bom dia para os meus senhores.

    Acerca da questão do médio oriente e uma questão muito complexa. A PEÇA CHAVE PARA ACABAR COM O CONFLITO É O DIALOGO. Tem que por as ambas partes em acerto e ter observadores. Os observadores têm que saber verdadeiramente o que que os israelitas e o hezbollah querem..

  3. Olá caros amigos do ‘diplo’
    Infelizmente, o coração humano está saturado de rancor, por ter ‘violado’ muitas vezes a lei de ‘causa e efeito’. Então, não é dificil prever o cenário neste milênio; mas, paralelamene ás nossas falas, precisamos efetivamente agir contra a guerra, com atitude individuais concretas…

  4. Dizer que Israel foi derrotado na guerra de 2006 contra os terroristas do hezbollah (partido de deus, só não dizem que “deus” é esse que destila tanto ódio contra Israel) é uma flagrante distorção dos fatos. Israel deu uma surra e ao mesmo tempo forçou o envio de forças internacionais para conter os fanáticos homicidas, que não se importam em colocar a vida de inocentes em risco, desde que chamem a atenção da mídia para a sua “causa”.
    Outra flagrante inverdade é afirmar que haja uma “coalizão” entre o hezbollah e um “grupo Cristão” liderado por um tal General Michel Aoun. Quem afirma isso não tem a menor idéia do ódio que os muçulmanos nutrem pelos Cristãos. Ainda mais em se tratando de Síria e Irã, países radicalmente contrários a qualquer menção a Jesus Cristo.
    Sugiro a essa(e) jornalista que vá a qualquer cidade de um desses dois países que citei e simplesmente mencione o nome de Jesus Cristo numa rua movimentada para ver o que lhe acontece.

  5. O problema, me parece é Deus, ou seria deus…O meu é Deus, o dele é deus..Se Ele existe, deve estar a rir de nós mortais, que em nome de um ser superior, baseados em livros ditos sagrados, mostramos nossa verdadeira natureza! Somos animais!…O mais eficiente predador do planeta, o único que mata consciente do que faz….é como diz um ditado dos índios da América do Norte….”Deus tudo vê, e sorri!”

  6. Caros senhores,
    Meus pais são libaneses e já morei nesse país. A situação lá é mais complexa do que se pode entender a partir de nossos filtros “ocidentais”, para não dizer mediáticos. Nessas horas é essencial que se dê ouvidos a pessoas que conheçam o conflito e entendam que a geopolítica é mais complexa do que simplesmente dizer “eu odeio cristãos” (como sugere o colega logo acima), fato, aliás, impossível de ocorrer justamente na terra natal do cristianismo.
    O Líbano era país de maioria cristã até 3 décadas atrás (hoje ainda equivalem a algo em torno de 40% da população), assim como foi, igualmente, todo o Oriente-Médio, o berço do judaísmo. Daí que aceitar que os ódios nada têm a ver com ingerências externas e são de simples índole confessional é uma grande besteira. É uma fé tão cega quanto a que dizemos condenar nos “fanáticos” da região (pois é óbvio que são fanáticos, assim como nós brasileiros só sabemos sambar e jogar bola!).

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