Transposição chinesa pode gerar desastre ambiental e humano

By Antonio Martins

terça-feira, 13 janeiro 2009

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Ao invés de abastecer o Oeste árido, obra poderia esvaziar o Yangtzé, provocando colapso hídrico e energético

As enormes tensões ambientais provocadas pelo crescimento acelerado da economia chinesa voltaram a emergir numa entrevista concedida pelo geólogo Yong Yang ao site independente norte-americano Alternet. Conhecido por ter sido o primeiro pesquisador (e aventureiro) a realizar são e salvo a travessia do trecho mais alto do rio Yangtzé, Yang julga que o desvio de parte do volume d’água do rio, para abastecer a regiões inóspitas do Oeste do país, está baseada em simples vontade política — não em cálculos científicos. As conseqüências poderiam ser um forte esvaziamento do Yangtzé, com desabastecimedo de água e paralisação de hidrelétricas.

Conduzido pelo governo chinês, o plano de transposição denomina-se “Projeto de Transferência Norte-Sul de Água”. Faz parte do esforço para evitar que, nos próximos 15 anos, surjam 30 milhões de “refugiados ambientais” no país, em face do aumento do consumo de águal, para fins agrícolas e industriais. Consiste numa série monumental de canais, do Yangtzé (ao sul) para o Rio Amarelo (ao norte). Consumirá 62 bilhões de dólares (ao menos duas Itaipus), em quinze anos.

Com base em uma série de observações sobre o rio, Yang acredita, contudo, que pode resultar num desastre. O geólogo teve acesso a planos oficiais que falam na transferência anual de algo como 8 a 9 bilhões de metros cúbicos. Mas segundo suas observações o débito total do Yangtzé cai, nos anos de seca, a  apenas 7 bilhões/ano.

Preocupações semalhantes às de Yang foram manifestadas, no ano passado, por um grupo de 50 cientistas, após avaliações que levaram em conta dados sobre estabilidade sísmica, poluição, mudança climática (espera-se redução do volume do rio, em funbção da diminuiçãpo dos glaciares do Himalaia) e produção hidrelética. Mas  Yan crê que a lógica do governo chinês cria pressões irrealistas em favor da obra. “O governo estabelece uma meta. Então, seus pesquisadores pensam que cale a eles dizer que ela pode ser alcançada.Todos procuram mostra-se otimistas, e tentam encontrar dados que dêem respaldo a esta postura”…

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